
Em muitos lares nas periferias urbanas o único sustento vem do trabalho das mulheres, e mesmo assim este lar se sustenta sob a égide do patriarcado.
Atualmente, metade do salário geral da classe trabalhadora é conquistada pelas mulheres, a desigualdade de gênero tem como uma de suas conseqüências salários mais baixos para a mulheres, isso faz com que a renda da classe como um todo caia significativamente acarretando na piora das condições de vida dessa parcela da sociedade. A divisão sexual do trabalho além de sobrecarregar a vida das mulheres causando jornadas dupla ou triplas de trabalho, também impede as mulheres de participarem efetivamente de espaços políticos.
Além disso, se contarmos as tarefas de cuidados que as mulheres realizam em seu cotidiano como trabalho (mesmo que este não seja remunerado) chegamos à conclusão de que 70% do trabalho realizado no mundo é realizado pelas mulheres. O fato do trabalho doméstico não ser reconhecido como trabalho, como os exercidos fora dos muros do lar, também impede o próprio reconhecimento das mulheres enquanto classe trabalhadora.
A violência doméstica, abuso sexual, submissão e desvalorização das mulheres, nível de escolaridade inferior ao dos homens, dentre milhares de outras manifestações de opressão, até o atual momento da história da luta de classes, apenas dificultam a emancipação dos trabalhadores e trabalhadoras, atrasam o processo de consciência da classe, e garantem a produção e reprodução do capital.
Entendendo que o machismo não nasce junto com o capitalismo mas que a organização das mulheres da classe trabalhadora é uma questão de princípio, pois sem a libertação das mulheres do jugo patriarcal, não há socialismo e que a contribuição das mulheres no processo de emancipação humana é fundamental. Então, surge a necessidade da criação do Núcleo de Gênero Ana Terra dentro das Brigadas Populares. Este Núcleo visa ao trabalho com as mulheres das periferias urbanas, lutando pela libertação das mulheres das mazelas do patriarcado e do capitalismo, visando ao empoderamento das mulheres nos espaços políticos, conquista de direitos sexuais e reprodutivos, igualdade salarial, combate à violência doméstica, o fim da divisão sexual do trabalho, etc.
Atuamos pela certeza de que mulheres trabalhadoras juntas e organizadas constroem juntas o poder popular!
Queridas amigas e amigos,
ResponderExcluirLhes agradeceria muito se pudessem divulgar através de suas listas de
contatos a chamada para o próximo número da Revista Cuestiones de Género
que tem como tema central "Meios de Comunicação, Publicidade e Gênero.
Um abraço,
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Daniele Leoz
Revista Cuestiones de Género: de la igualdad y la diferencia
Seminario Interdisciplinar de estudios de las Mujeres de la Universidad de
León
0034 691400299
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Chamada para apresentação de artigos à Revista Cuestiones de Género: de la
igualdad y la diferencia, edição número 7.
Data limite: 28/02/2012
O próximo número da Revista Cuestiones de Género se dedicará ao tema:
Meios de Comunicação, Publicidade y Gênero.
Os artigos devem ser enviados para avaliação ao email de Daniele Leoz
dleoz@unileon.es. A Revista também conta com o apartado “Tribuna Abierta”,
que admite colaborações com uma temática diferente do monográfico, assim
como a seção para a realização de resenhas de livros. Os artigos devem ser
inéditos e de caráter científico. Em anexo, enviamos as normas editoriais
para o envio dos artigos.
Cuestiones de género: de la igualdad y la diferencia é uma revista de
caráter anual criada por iniciativa do Seminario Interdisciplinar de
Estudios de las Mujeres de la Universidad de León da Espanha. Está aberta
a todos os trabalhos de investigação realizados na área de estudos
feministas e da mulher com o objetivo de afiançar os trabalhos um espaço
acadêmicos e interdisciplinar de indagação, encontro e debate sobre
gênero.
A revista está indexada en LATINDEX (Sistema de Información de
publicaciones Científicas Seriadas de América Latina, Caribe, España y
Portugal), DICE (Difusión y Calidad Editorial de las Revistas Españolas de
Humanidades y Ciencias Sociales y Jurídicas), ISOC (CSIC Base de datos
bibliográfica de Ciencias Sociales y Humanidades) y REBIUN (Red de
bibliotecas universitarias españolas).